4 dicas para desenvolver uma persona para o seu hotel

O crescimento do marketing digital tem popularizado alguns conceitos, como o de persona. Contudo, ainda existem vários desafios no tocante ao modo de identificá-la.

A confusão mais comum é entre ela e o público-alvo. Afinal, qual a relação entre ambos, qual deles é mais recente e qual o papel de cada um?

A melhor maneira de responder isso para quem está no ramo hoteleiro, é por meio de dicas práticas. Então, basta seguir adiante na leitura.

1. O que exatamente é a persona?

A primeira dica indispensável sobre como desenvolver uma persona eficiente e assertiva para o seu negócio é conhecendo bem esse conceito.

É bem simples: se o público-alvo focava aspectos mais gerais como endereço, idade, gênero e poder aquisitivo de um grupo, a persona vai além, frisando os hábitos e as convicções dos clientes em potencial.

Trata-se de criar verdadeiros personagens semi fictícios, com nome completo e até foto de alguém real. Quem é o alvo de uma loja de enxoval para quarto infantil, por exemplo?

Tais perguntas valem para qualquer segmento, especialmente para hotéis e o setor de turismo. Ao meditar sobre esses aspectos, você terá uma compreensão bem maior do seu público e da mudança de hábitos dele.

2. Sobre a quantidade de perfis

Em seguida, é preciso entender que o público-alvo não é algo “superado”. A estratégia começa por ele, mas depois é preciso ir além e aprofundar nas personas.

Com isso, surge um ponto essencial: o de não cair em dispersões. Se o público-alvo é muito sintético para o horizonte atual do marketing, as personas correm o risco de cair no outro extremo.

Para evitar isso, o indicado é compor dois, no máximo três perfis. No ramo hoteleiro, que tal criar o perfil de um jovem universitário e viajante, o de um casal com (ou sem) filhos, e o de pessoas idosas que também busquem tais soluções?

3. Quais as perguntas essenciais?

A estratégia das personas nada mais é do que uma metodologia de segmentação do mercado que, inclusive, vive crescendo e se modificando constantemente.

Depois de afunilar seu público dentro de um oceano de possibilidades (localização demográfica, poder aquisitivo, eventuais limitações de gênero, etc.), é preciso entender a fundo o comportamento dos perfis.

Munido da rotina mais imediata do seu segmento, seja o ramo hoteleiro, de turismo ou uma empresa de pintura predial externa, as perguntas que precisarão ser feitas são:

  • O que meu cliente faz nas horas vagas?
  • Quais são suas expectativas de médio e longo prazo?
  • Com o que trabalha e qual sua fonte de renda?
  • Quais suas prioridades de investimento?
  • Como ele consome conteúdos e novidades?
  • Qual a principal rede social que ele utiliza?

Aqui sim é possível exagerar: quanto mais perguntas, ou ao menos quanto mais detalhadas, melhor será o resultado final.

4. Por dentro das pesquisas

Já deve ter ficado claro que não se trata de lidar com meras opiniões. É preciso fazer pesquisas e levantamentos que sirvam como subsídio para responder às perguntas listadas acima.

Se uma loja vende desde móveis até cortina wave quarto e já tem uma clientela, não vai ser difícil levantar alguns dados por e-mail ou mesmo por telefone.

Hotéis e os demais segmentos, ou até quem está iniciando agora, ainda podem contar com as redes sociais. É possível criar grupos e estimular a participação por meio de descontos.

Também existem softwares e aplicativos que ajudam na automatização do processo e na tabulação dos dados levantados.

Todo esforço é pouco. Afinal, as vantagens implicadas na criação da persona de um hotel estão diretamente ligadas ao seu sucesso no curto, médio e longo prazo.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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